Conheça o Museu da Cruz Vermelha em Genebra

No dia 08 de maio,  no mundo todo, é comemorado o Dia Mundial da Cruz Vermelha. A data marca o aniversário de Henry Dunant, fundador da organização que tem mais de 150 anos.

Em comemoração a essa data vamos conhecer o Museu da Cruz Vermelha, localizado em Genebra na Suíça e que tem como objetivo apresentar a história da instituição, seus feitos, depoimentos de pessoas assistidas e levar o visitante a uma reflexão sobre o futuro e a humanidade.

Aproveite também para conferir o nosso post sobre museus virtuais para visitar sem sair de casa.

A Cruz Vermelha

Fundada em 1859 em meio ao cenário do fim da batalha de Solferino, que causou cerca de 100 mil mortos, feridos e desaparecidos, a Cruz Vermelha nasceu com o objetivo de montar uma equipe de voluntários capazes de auxiliar com cuidados médicos os militares em situação de guerra, mas mantendo a neutralidade total.

Atualmente é a maior organização humanitária do mundo, presente em 192 países, com cerca de 14 milhões de voluntários em 160 mil comitês locais. Os princípios que a originaram permanecem até hoje: humanidade, imparcialidade, neutralidade, independência, voluntariado, unidade e universalidade, mas sua atuação se amplia a cada ano. Não está presente apenas em guerras, mas também em cenários de pandemia, desastre naturais, fome e o mais importante, com acompanhamento específico através das centenas de milhares de comitês locais.

 O Museu da Cruz Vermelha

Inaugurado em 1998 e totalmente reconstruído em 2013, o Museu da Cruz Vermelha foi desenvolvido por três arquitetos, incluindo o brasileiro Gringo Cardia, que ficaram responsáveis por cada uma das três áreas temáticas que norteiam a exposição permanente do museu: defesa da dignidade humana, restauração dos laços familiares e redução dos riscos naturais.

Com o objetivo principal de despertar nos visitantes o espírito de solidariedade através da compreensão da história da instituição, seus valores e ações, a exposição interativa, faz uso de filmes, fotografias, documentos, objetos e depoimento de pessoas afetadas pelos conflitos.

O que ver ?

Defendendo a dignidade humana:

Essa seção, projetada pelo brasileiro Gringo Cardia, se utiliza de um espaço imersivo que desperta diferentes emoções ao visitante permitindo que ele compreenda a importância da dignidade humana.

  • Escultura gigante em formato de pé que representa a dignidade sendo pisada ao mesmo tempo que demonstra a fragilidade do ser humano.
  • Documento original da Convenção de Genebra de 1864.
  • Escultura confeccionada por George Segal, “Henry Dunant Writing”, que representa o momento em que Dunant escreve o livro sobre a batalha de Solferino.
  • Objetos feitos por prisioneiros, que tinham sua dignidade humana violada, coletados de diversas partes do mundo.
  • As cores da dignidade – projeção interativa que muda as cores de um painel a medida que os visitantes movem suas mãos. A intenção é mostrar que se todos nós formos mais ativos podemos mudar as circunstâncias ao nosso redor.

Restaurando laços familiares:

Projetado pelo arquiteto Diébédo Francis Kéré de Burkina Faso, essa seção demonstra a importância dos vínculos sociais e familiares e que ao quebrar esses vínculos os indivíduos perdem parte de sua identidade e orientação. Portanto é essencial em situações de crise, receber notícias e reencontrar os familiares.

  • Sala com correntes penduradas que representam a restauração dos laços familiares.
  • Registro da Agência Internacional de Prisioneiros de Guerra entre 1914 e 1923, considerado Patrimônio Documental da Humanidade pela UNESCO. São prateleiras repletas de arquivos dos prisioneiros.
  • Rastreando os desaparecidos – O visitante pode simular a busca pelo nome de um prisioneiro de guerra.
  • Árvore de mensagem – Mensagens da Cruz Vermelha usadas para informar e tranquilizar as famílias separadas pelos conflitos ou desastres naturais.
  • Os filhos de Ruanda – Imagens e pertences de desaparecidos da guerra civil de Ruanda. Também verá uma parede com imagens de filhos órfãos por causa da guerra.

Reduzindo Riscos Naturais:

Com projeto do japonês Shigeru Ban, a última seção remete às consequências inevitáveis do progresso desenfreado da humanidade como desastres naturais e epidemias e o que vem sendo feito para mitigar os efeitos.

  • Hurricane – Jogo interativo para testar a eficácia das atividade de preparação contra desastres naturais.
  • Posters com diversas ações da Cruz Vermelha.
  • A exposição foi confeccionada com materiais reciclados que são usados pelo arquiteto para construir abrigos, igrejas e escolas temporárias que são criadas depois de grandes desastres naturais ao redor do mundo. Produzindo um ambiente resistente, confortável e acolhedor, mesmo com o uso desses materiais.

Câmara de Testemunhas:

Ao final de cada umas das três áreas da exposição principal você encontrará projeções em tamanho real com o testemunho de 12 pessoas para nos lembrar que as relações humanas são o cerne da ação humanitária e que suas ações representam a continuidade do legado de Henry Dunant.

On the Spot:

No térreo do museu, você encontrará um enorme globo luminoso que mostra todas as regiões em que a Cruz Vermelha está presente. Você poderá obter informações sobre as atividades da instituição durante os 150 anos de história. Em cada ano é apresentado o conflito armado mais grave e desastres e epidemias que resultaram no maior número de vítimas

© MICR photo Fred Merz

Informações:

Avenue de la Paix 17 – 1202 Genève
Telefone  +41 (0)22 748 95 11
visit@redcrossmuseum.ch

Horário de Funcionamento:
Abril à Outubro – 10h às 18h
Novembro à Março – 10h às 17h

Não funciona segunda-feira

Preço: 
CHF 15 
CHF 7 (12 à 22 anos, maiores de 65 anos, pessoas com deficiência e membros da Cruz Vermelha)
25% de desconto para famílias
Apenas exposição temporária: CHF 5

Como chegar:
No local existe um estacionamento limitado, mas o ideal é chegar ao local através de transporte público.
Na principal estação de trem (Genève-Cornavin), pegue o ônibus 8 e salte em Appia.

***

Espero que você tenha gostado do post e conta nos comentários se você já conhecia o Museu da Cruz Vermelha e se gostaria de visitar!

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